Inauguro nosso blog com o texto que trabalhamos na última aula, porém, na versão original (integral). Como comentei com vocês, o pequeno trecho que passei impresso é uma adaptação deste. (ATENÇÃO: em função do imprevisto, a Turma 1A verá esse assunto apenas na próxima aula).
Percebam que o movimento do texto é bastante semelhante ao que temos feito em aula: partimos dos tipos de conhecimento e agora chegamos à definição de conhecimento, com as suas condições necessárias e suficientes. Em especial, ler esta parte, pois trabalharemos na próxima aula (mais o passo 5, a Teoria CVJ):
2. Condições Necessárias e Suficientes
Consideremos a definição de solteiro:
Para qualquer S, S é solteiro se e somente se:
- S é um adulto,
- S é homem,
- S não é casado.
Não digo que esta definição capta com precisão o que “solteiro” significa em português comum. Usamos apenas esta definição como um exemplo de uma proposta de definição. Uma definição é uma generalização. Diz respeito a qualquer indivíduo que queiramos considerar. Nesta definição fazemos duas afirmações: a primeira é a de que SE um indivíduo tem as características 1, 2 e 3, então é solteiro. Por outras palavras, 1, 2 e 3 são, em conjunto, suficientes para que se seja solteiro. A segunda afirmação é a de que SE um indivíduo é solteiro, então tem as três características. Por outras palavras, 1, 2 e 3 são, cada uma delas, condições necessárias para se ser solteiro.
Uma boa definição especifica as condições suficientes e necessárias para o conceito que queremos definir. Isto significa que existem dois tipos de erros que podem ocorrer numa definição: as definições podem ser demasiado abrangentes ou demasiado restritivas.
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